
É na auspiciosa data 09/09/09 - pra quem acredita nessa bobagerada, claro - que resolvou voltar a postar no meu blog. De tempos em tempos ele fica largado. Mas eu volto. Eu sempre volto.
09/09/09 é tão curioso ou interessante quanto o relógio digital marcar 12:34. Só que acontece com menor freqüência (ainda não aderi à nova ortografia). Bom, mas não escolhi o dia, não. Pensei em escrever ontem, tarde da noite, e só tive tempo agora. Mas não vou, nem estou, escrevendo nada muito relevante. Se você tiver algo mais interessante para fazer, não se dê ao trabalho de continuar.
Sabe aquela pergunta besta do Twitter? "O que você está fazendo?" Então, eu estou trabalhando muito no TDM, estou seguindo duas séries televisivas baixadas da internet - In Treatment (2ª temporada) e Mad Men (3ª temporada) -, lendo "Leonardo Da Vinci" de Kenneth Clark, e ouvindo uma porção de álbuns legais. Recomendo: O novo do Ludov, "Caligrafia"; "Humbug" do Arctic Monkeys; "Octahedron" do Mars Volta; "Farm" do Dinosaur Jr e "Candy Cigarette" do Boy in Static.
Sobre a biografia de Leonardo Da Vinci, valem alguns comentários. E, antes de qualquer coisa, não sou nenhuma entendida de arte ou de Da Vinci. O livro é de 1939 e seu autor, Kenneth Clark, descreve um Leonardo desmistificado. Não é uma biografia romanceada, é mais uma análise da obra do artista, com dados históricos e eventualmente pessoais de Da Vinci.
Algumas passagens sobre uma das obras mais conhecidas do artista, a "Última Ceia", me entristeceram:
"É inconcebível que uma pintura que, segundo todos os relatos, era uma ruína irreparável nos séculos XVI e XVII ainda pudesse ter sobrevivido até nossos dias mais ou menos intacta (...) Não há dúvida de que os detalhes do afresco são inteiramente obra de uma sucessão de restauradores (...) As grosseiras caretas, que são tudo o que o tempo e as restaurações nos deixaram, teriam horrorizado Leonardo."
Pois é. Aquela réplica pobre da "Última Ceia" que você, católico, tem na sua sala de jantar (a minha sogra tem uma!), deixaria Da Vinci horrorizado: "Maledetti restauratori", diria o artista.